quinta-feira, 1 de abril de 2010

Escrevendo a Tríade - parte I

Por Octavio Cariello


O projeto da Tríade tinha já três anos quando conheci Claudio Brites e Carlos Andrade.
Claudio era amigo do Kizzy, que tinha sido meu aluno de roteiro na antiga Fábrica de Quadrinhos. Claudio frequentou minhas aulas de roteiro na Quanta Academia de Artes e me indicou como professor de desenho pro Carlos.
Depois de alguns meses, as relações se estreitaram e passamos a nos frequentar.
Numa das reuniões na casa do Carlos, fui apresentado à Tríade e ao impasse criado pela ascensão do Kizzy ao status de escritor conhecido.
Carlos havia preparado a parte do anjo, Mamon, Claudio animara-se em redigir centenas de páginas com as aventuras do templário, André de La Rochelle, e Kizzy desenvolvera as viagens de Juan Carlos Montoya, o padre que vira vampiro.
Originalmente, caberia ao Kizzy a tarefa de redator da versão final, homogeneizando as três vozes, de alguma maneira, díspares dos autores.
Com as obrigações remuneradas de escritor e organizador de coletâneas, restava pouco tempo e energia ao Kizzy para empregar na finalização do romance.
Os autores divulgaram sua ideia nas malhas da Internet, criando muita expectativa quanto ao romance finalizado; suas vidas, entretanto, foram tomando rumos que, aparentemente, distanciavam-se do destino do projeto que lhes era tão caro.
Depois de muita energia, esforço e dedicação, a Tríade parecia fadada a permanecer muito guardada.
Demonstrei interesse em fazer parte do projeto e assumir a redação final. O trio original de autores ficou animado e me forneceu todos os documentos coligidos e referências usadas na confecção de seus manuscritos.
Levei uns dois meses analisando cada mapa, cada livro, cada referência. Li e reli os manuscritos umas três vezes. Depois de uma reunião no café da Livraria Cultura, passei a fazer minhas próprias pesquisas e desenvolver uma história de moldura que fizesse jus às narrativas desenvolvidas por Carlos, Claudio e Kizzy.
Uma vez que os autores concordaram com minhas ideias, iniciei o primeiro esboço. O romance contaria com Um personagem misterioso que iria narrar, na Roma do século XVII, para um dos pintores franceses mais influentes, as aventuras acontecidas com a Tríade original, desde o início dos tempos até a Europa do século XIV. Para manter a estrutura em trígonos, imaginei um capítulo final, um desfecho acontecendo na contemporaneidade do século XXI; pouco mais de três séculos separariam cada instância do romance pontuado por acontecimentos históricos concretos.
A Nicolas Poussin (e ao leitor, em paralelo) seriam revelados os fatos que podem responder a pergunta que originou a Tríade: qual segredo uniria o anjo, o templário e o vampiro?
depois de muitos ajustes, feitos pro Claudio Brites, Carlos Andrade e Kizzy Ysatis, a Tríade, enfim, está pronta e, em breve, você poderá procurar pela resposta nas páginas do nosso romance feito a oito mãos.

5 comentários:

  1. Tenho plena certeza de que a união de um templário, um anjo e um vampiro dará muito a ser discutido.
    Sucesso!

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  2. Uau!!!

    Que venha Tríade!
    Ansioso, jah!

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  3. Puxa... depois de tudo isso, como não ler?!?!! hehehe!

    Não vejo a hora!

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  4. Parabéns pela ideia! Simplesmente GENIAL! Já estou muito ansiosa pelo lançamente de A Tríade, até por que eu sou completamente FASCINADA pelos Templários. Boa sorte a equipe!

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  5. Estou ansiosíssima! Meu e-mail é simonecanton@yahoo.com.br. vAleu!

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